Alemão, 1913-1992, político

Brandt foi o sinônimo da reunificação alemã. Mesmo tendo deixado o cargo de chanceler em 1974, a sua “Ostpolitik”, a política de coalizão com a União Soviética, permaneceu influindo forte e positivamente por uma década e meia depois de sua saída.

De origem humilde, ascendeu ao cargo de chanceler da Alemanha Ocidental em 1969, e conseguiu isto depois de ter sido obrigado a deixar o país em 1933, por se opor aos nazistas. Voltou em 1945 como cidadão norueguês, readquiriu a nacionalidade alemã, trabalhou na administração de Berlim e tornou-se prefeito da cidade em 1957.

Desempenhou importante papel para que o Partido Social Democrata abandonasse suas raízes marxistas e se voltasse mais para uma política não-ideológica e pragmática. Foi ministro das Relações Exteriores durante um governo de coalizão com os democratas-cristãos, tornando-se chanceler depois da vitória das eleições em 1969.

Apoiou a participação da Alemanha Ocidental na Otan e no Mercado Comum Europeu, enquanto mantinha a Ostpolitik. O desenvolvimento das relações com os soviéticos fez com que ele recebesse o Prêmio Nobel da Paz em 1971. Brandt continuou a atuar politicamente depois de ter deixado o posto, voltando seus interesses para o desenvolvimento do Terceiro Mundo e a diminuição das tensões políticas na Europa Central.

Ele comemorou como poucos a queda do Muro de Berlim em 1989. “Nasci num país unido. Agora, a História devolve, como um presente, a outra metado do meu orgulho”. Willy Brandt morreu, aos 78 anos, em sua casa em Unkel, nos arredores de Bonn, recebendo honras de Chefe de Estado no seu funeral.

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